Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Duas Boas Notícias

Caros,
dia 30, 21:30, Loja das Quasi, Famalicão: ingauguração da exposição "El Jueves em Barcelona" de Albuquerque Mendes. Apareçam. 40 lindas aguarelas.
E o sítio da Loja deixou de estar "em construção": Loja das Quasi, aqui.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Prémio Mercúrio 2009

É como muito prazer que informo que a Loja das Quasi venceu a primeira edição do Prémio Mercúrio.

O prémio, instituído pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e pela Escola de Comércio de Lisboa, foi entregue à Loja das Quasi enquanto melhor loja portuguesa de comércio não alimentar. No júri estavam personalidades tão destacadas como Joaquim Ferreira do Amaral (o presidente) ou Mónica Balsemão.

Agradecemos a distinção, que tanto nos honra. Esperamos não defraudar as expectativas de quem em nós apostou. Muito, muito obrigado.

E convidamos toda a gente para a inauguração da exposição de Albuquerque Mendes, dia 30 de Maio, Sábado, pelas 21.30. São quarenta aguarelas, lindíssimas, patentes na Loja até ao Outono.

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

A Atenção

Há uma semana, no Expresso, saiu uma crítica ao novo livro de Tiago Araújo, editado pela Averno. António Guerreiro criticou, e bem.

Começava com qualquer coisa como "leitores mais atentos conhecerão Tiago Araújo da participação em algumas revistas; este seu primeiro livro (...)"

Não queria deixar de referir que leitores ainda um bocadinho mais atentos terão notado que Tiago Araújo publicou dois livros nas Quasi: "Diaspositivos" em 2001 e "Fórmulas" em 2004. Fica a capa do primeiro, e um abraço para o Tiago.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Star Trek 1 - Star Wars 0

Devido a algumas razões pessoais, que tanto podem ter a ver com uma antologia, uma empresa ou uma criança de dois anos e meio, a minha relação com o cinema passou a semestral. Felizmente, no último ano, escolhi bem: Benjamin Button e este Star Trek.

A comparação tem de ser feita com o primeiro Star Wars, quarto a ser rodado. Consideremos clássicos os outros três, bem como os oitocentos e trinta e oito filmes e quinhentos e quarenta e sete séries do Star Trek. E falemos.

É muito melhor. Aquilo que era infantil no primeiro volume da saga de Lucas é aqui comédia. Os efeitos especiais são que baste sem serem demais, como nesse. O argumento é mesmo muito interessante, sem contos de fadas inconsequentes. Diga-se que se percebe o porquê do primeiro Star Wars depois de vistos os outros dois (ou mesmo os cinco). Mas não se entende que o filme seja tão pobre e que tenha depois dois tão bons.

Mas e Star Trek? Cinco estrelas, como no Público ou no Expresso (já não lembro) ou duas estrelas como no Público ou no Expresso (é que não me lembro mesmo)? Cinco. JJ Abrahms sabe bem o que faz e apresenta-nos um argumento completamente ganhador e que posibilita, digamos, tudo. A prequela que não é prequela coisa nenhuma: é um novo filão pronto a dar três (ah, ah, ah, aposto que serão duzentos e treze) filmes. Os actores: muito bons (só tenho pena que a menina Cameron do Dr. House só tenha aparecido no começo), James Tiberius Kirk como deve, Spock mais um bocadinho humano que o outro Spock (a melhorar nos próximos episódios da saga), Uhura de carne e osso em grande envolvimento com (... não digo...), Checov hilariante, Sulu cumpridor, Bones igual a si mesmo (até o raio do timbre da voz... fogo...) e um redescoberto Scotty, agora senhor absoluto da comédia.

Falta falar de Nimoy Spock, que faz bem mais do que o cameo que estamos todos à espera. Faz muito e muito bem. Cumpre a sua importância na narrativa e no piscar de olhos aos fãs de sempre e aparece a dizer adeus: está velho. Mesmo. E quando vemos Leonard Nimoy tão velho é que percebemos que também estamos. 

E falta falar do velho William Kirk Shatner: ausente mas não convincentemente ausente. Não acho que se tenha zangado com a nova produção. De todo. Acho antes que será estrela no dois, agora que o mais velho Spock pode descansar de uma carreira fantástica. O truque no argumento e as possibilidades que traz  esse truque não serão com toda a certeza desperdiçadas no segundo e terceiro episódios - já confirmados. Ou se não confirmados, quase, que o sucessodeste filme tem sido monstruoso.

Concluindo: um filme como há poucos, bem feito, sem medo de incorpoar a História de uma série interessante (mas convenhamos, bem menos pensada, bem mais militarista e bem menos sonhadora do que a Star Wars) e com menos medo ainda de se meter por caminhos nunca antes navegados: o espaço, última fronteira, não é?

Star Trek 1 - Star Wars 0. Em breve o segundo jogo desta partida a três tempos.

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

O Travesseiro

Soube hoje, via LER, que o livro Vou Para Casa, de minha autoria e por mim editado nas Quasi foi o vencedor dos prémio de edição LER / Booktailors na categora "melhor fotografia original".

O fotógrafo vencedor: Duarte Belo, um extraordinário fotógrafo, com vários álbuns editados na Assírio & Alvim e um dos responsáveis pela colecção "Portugal Património" editada pelo Círculo de Leitores.

Deixo um poema e, bem mais importante, a fotografia original. A capa - da autoria da Fábrica Mutante - pode ser vista aqui.



Danny Boy

Vou finalmente fechar o postigo, expirar a entrada mais feliz
do meu coração. É altura, José, de deixar as flores secarem,
o poço ganhar a escuridão que vem ameaçando há anos.

Soltarei de vez os canários e os pardais que prendi
naquela gaiola, junto ao coberto. Da mesma forma
que o farei contigo – segue o teu caminho e deixa que

este pobre velho que a vida baralhou encerre os seus pulmões
e procure noutra casa entradas maiores para o maior coração.

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

O Dom

Acabou de sair no Brasil. Mais uma vez pela editora Record. À Luciana Vilas-Boas o meu muito obrigado pelo reiterar da aposta. A fotografia da capa é de Ana Paula Costa.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Heroes

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Bom Dia!



David Fonseca, Silent Void, ao vivo no Coliseu a 12 de Abril de 2008.

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Coisa Nova

117 exemplares. Numerados e assinados. Em uma chancela nova. É uma Teoria dos Conjuntos.

[Obrigado, Sara.]

Há três para os três primeiros leitores que desabafarem no email devido.

Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Pearl Jam

Ten faz quase vinte anos. Estamos todos a ficar velhos.

Eu nunca fui um aficcionado dos meninos. Sempre me meteu muita confusão, do cimo da sabedoria dos meus catorze ou quinze anos, o anti-vedetismo tão vedeta do Eddie Vedder. Eu era metaleiro, ouvia Metallica, Pantera, Megadeth, e vibrava com a aura de gajos heróis do rock que James, Lars e companhia traziam. Aquela coisa de ser tão vedeta por não querer ser vedeta soava-ma a hipocrisia. Muito à Lucílio Baptista.

Mais: no caldo do grunge pendi sempre para o Kurt. Nos saudosos Guria Cav nunca fizemos uma versão dos Pearl Jam. Dos Metallica e dos Nirvana eram mais do que as mães. Será que isso quer mesmo dizer que eu não curtia Pearl Jam?

Não. O que acontecia, percebo agora do cimo da sabedoria dos meus trinta e muitos anos, era outra coisa: os gajos eram melhores. Fazer uma versão do baterista dos Pearl Jam - e eu era baterista, ou assim - é muito mais complicado do que das batidas mais simples do Black Album (não falo das versões ao vivo, aí é outra coisa) ou até das loucuras do Dave Grohl. Estas, sendo lixadas, eram mais cadentes do que as brincadeiras do gajo dos Pearl Jam. Sim, eu digo: o gajo é melhor do que os outros, vejo agora. Foda-se, custa dizê-lo.

É que nem sei o nome dele. E no dvd que acompanha a versão que comprei (a de trinta euros, que a de 130 é só para gajos que há vinte anos os amavam) o gajo nem sequer tem lugar a aparecer no menu: só lá estão os outros quatro, ainda gadelhudos. Lembro-me de ele sair dos Pearl Jam. Lembro-me de ouvir o Versus e dizer, puta que pariu que o gajo sabe tocar (conferir na Daughter, por favor). E lembro-me de perceber que era melhor dedicar-me a outra coisa.

Enfim, vinte anos depois do liceu. Estamos velhotes, Eddie. Mas feito burro continuas a fazer o fade out na Black. Bem dizia eu que não valias nenhum.

PS: Além de que a imagem da capa não lembra ao diabo. Aquelas mãozinhas todas, juntinhas e lindinhas. Um abraço de união tão forte que o baterista só durou mais um álbum.

PS2: Devia ter ganho a Marianne.

Em Atraso

Eia! Eia! Eia! Concordo com o que diz António Guerreiro na sua crónica "Ao Pé da Letra", jornal Expresso. Estarei a perder ou a ganhar qualidades?

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Bom Dia!

Diz no youtube: Quite possibly the sweetest video ever. Quite, quite. Bright Eyes com First Day of My Life.

Terça-feira, 17 de Março de 2009

Vasco Moreira

Informam-me do falecimento do professor Vasco Moreira. As palavras faltam.

Quando iniciámos esta caminhada, em 1999, editámos depois de umas Pulgas da Areia, um livro de Beatriz Reina. Resolvemos, mesmo sem a autora presente, fazer uma sessão na mesma Biblionet onde tinhamos apresentado as Pulgas. Convidámos o professor Vasco Moreira para dizer umas palavras. Sempre disponível, disse que sim, tornando-se assim mais um dos cúmplices das Quasi. Se nada mais houvesse, isto bastava para um abraço sentido.

Mas houve mais. Quando, em Dezembro desse mesmo ano, editámos o livro do meu pai, o nome que se impôs para mais um convite foi o mesmo. Eram, afinal, tantas as cumplicidades entre eles. Só o professor Vasco Moreira fazia sentido para falar da reunião dos poemas que deu nome às Quasi. Sempre disponível, sempre amigo, falou na Didáxis do camarada de armas nas letras, do colega de anos e anos e da falta que nos fazia e faz.

Era um dos amigos certos do meu pai. Um professor sempre presente, um escritor de manuais escolares inteligente e acutilante. Lembro-me das vezes em que pequeno brinquei em sua casa. E tenho pena que o tempo tenha sido tão pouco para voltar a brincar e brincar mais ainda. Tenho pena que nos esqueçamos de brincar. Mesmo com mais de trinta anos.

Famalicão, hoje, fica muito mais pobre. Morreu um bom homem.

Sábado, 14 de Março de 2009

O Gato Tolo Chegou!

Já está online, celebrando vinte anos de wwws. O Gato Tolo chegou. Zé Mário, Paulo, João e tantos que como eu desejam ardentemente que o pai do Ruca ou se esfume ou vire alguém sem aquele sorriso pateta, é este o ponto de encontro.

Sobre as Questões da Ausência

Já pensei em colocar posts com duas frases, três por dia, retiradas de um único texto mais longo que escreveria ao fim de semana. Assim, pelo menos, as pessoas tinham a percepção que eu estava presente. Pois bem, não consigo. Sou um blogger ausente.

E depois é como quando em pequenos nos fecharam numa arrecadação (sim, vi ontem com gosto o primeiro episódio de Pai à Força e ainda aí voltarei mais tarde): vai sendo pior à medida que o ar se gasta e o tempo passa. Não há razão para alarmes quando estamos ausentes do nosso blogue no que concerne ao ar, é certo, mas a pressão para que texto que, depois de dias e dias sem escrever uma linha, seja o novo Ulisses - ou pelo menos uma A Viagem do Elefante depois de tantas viagens falhadas desde o Todos os Nomes -, mas a pressão, dizia, é tanta que a cada dia que passa damos por nós a pensar é melhor é escrever mais tarde.

Estive ausente. Estive além. Mas voltei em força. Prometo não estar ausente nos próximos tempos (mentira: quem me dera cumprir todas as promessas que faço; nesse aspecto sou pior que um político). Enfim, não voltei em força, mas escrevi um texto sobre a ausência que não fica na sombra de qualquer crónica do Henrique Raposo. Não é que seja muito, eu sei, mas sempre é alguma coisa.

Agora, se não se importam, vou começar outro blogue. Daqui a minutos, com ele já online, celebrando os vinte anos de wwws, explico o que é ou o que foi.

[A imagem é Gran Torino, de Clint Eastwood. Ainda não vi, mas já gostei.]

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Prémio Daniel Faria 2009

Já há vencedor. E uma Menção Honrosa.

Tiago Patrício venceu com O Livro das Aves. O júri, constítuido por Francisco José Viegas, Francisco Saraiva Fino, Jorge Reis-Sá e Tito Couto, deliberou também atribuir uma Menção Honrosa ao livro A Potência do Meio dos Nós de António Rodrigues.

Os livros serão editados pelas Quasi em Abril, estando a sua sessão de apresentação e de entrega do prémio marcada para o dia 17 de Abril pelas 21.30 em Penafiel.

Sexta-feira, 6 de Março de 2009

10 Anos Depois

As Quasi fizeram ontem dez anos de idade.

Gostava de ter colocado aqui um post brilhante, cheio de frases sentidas, a falar do aniversário, da História, do Futuro. Mas sou muito pós-moderno, contemporâneo, enfim, sou uma pessoa do presente. E a verdade é que no tempo presente há cada vez menos tempo. Quando ontem percebi que há quase três semanas não carimbava o ponto do Rua da Castela, fiquei triste. Quando ontem percebi que não tive sequer tempo para vir aqui escrever da data, fiquei triste. Quando neste momento percebo que é quase noite e que ou escrevo agora ou não o vou conseguir mais tarde, fico triste. Mas depois penso que a primeira colecção se chamou "Uma Existência de Papel" por uma razão única: entre esta e a real, escolher sempre a que nos deixa tristes.

As Quasi fizeram ontem dez anos de idade.